Classificação fiscal na importação: como evitar autuações e reduzir a carga tributária da sua operação

A escolha da NCM correta é essencial para o sucesso da sua operação de importação. Entenda como a classificação fiscal impacta diretamente nos tributos pagos, nos riscos de autuação e no desempenho logístico — e como a Evolve Trading pode ajudar a proteger sua empresa.
Mercadorias sendo inspecionadas por fiscais com código NCM projetado em tela digital ao fundo, simbolizando a importância da classificação fiscal na importação.

A classificação fiscal de mercadorias é um dos pontos mais críticos em operações de importação. Um código NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) incorreto pode resultar em autuações, retenções alfandegárias, aplicação indevida de tributos e prejuízos financeiros diretos para a empresa.

Apesar de parecer uma etapa burocrática, a classificação fiscal é uma decisão estratégica. Ela define a carga tributária, o tratamento administrativo da mercadoria, a aplicação de incentivos ou restrições e os deveres acessórios da operação.

Neste artigo, você vai entender:

  • O que é a classificação fiscal e por que ela é decisiva na importação
  • Quais são os riscos reais de erro na NCM
  • Como a escolha da NCM impacta os tributos pagos
  • Quais cuidados adotar para proteger sua operação
  • E como a Evolve Trading pode atuar para garantir segurança tributária e logística desde a origem

O que é a classificação fiscal de mercadorias?

A classificação fiscal é o processo técnico e legal de atribuir um código NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) a uma mercadoria, com base em critérios como composição, função, aplicação, tecnologia e grau de elaboração. Esse código, com oito dígitos numéricos, é derivado do Sistema Harmonizado (SH) — uma padronização internacional gerida pela Organização Mundial das Alfândegas (OMA), que serve de referência para mais de 200 países.

Na prática, a NCM funciona como o DNA aduaneiro da mercadoria. É com base nesse código que a Receita Federal e os órgãos anuentes definem:

  • Quais tributos serão aplicados (II, IPI, PIS, COFINS, ICMS)
  • Se o produto precisa de licenciamento prévio de importação (LI)
  • Se é exigido algum certificado técnico, sanitário ou de segurança (como do Inmetro, Anvisa ou MAPA)
  • A incidência de medidas antidumping ou salvaguardas comerciais
  • A possibilidade de uso de benefícios fiscais, como ex-tarifários para bens de capital
  • Como a mercadoria será tratada no despacho aduaneiro e em regimes especiais

Além disso, a NCM impacta diretamente a formação do preço final, a estruturação da cadeia logística e a documentação de todo o processo, desde a fatura comercial até a Declaração de Importação (DI) ou DUIMP.

Por isso, classificar corretamente uma mercadoria não é uma formalidade, mas sim uma decisão técnica com repercussões legais, tributárias e operacionais. Um erro nesse ponto pode não apenas gerar custos inesperados, mas também comprometer toda a estratégia da operação.

O impacto de um erro na classificação fiscal

Um código incorreto pode ter consequências graves, como:

  • Pagamento a maior de tributos, quando a NCM atribuída prevê alíquotas mais elevadas;
  • Pagamento a menor, o que pode gerar autuações, multas e cobrança retroativa pela Receita Federal;
  • Retenção da carga durante o desembaraço aduaneiro, principalmente em canais de conferência vermelha;
  • Exclusão de benefícios fiscais ou aplicação incorreta de regimes especiais;
  • Glosa de créditos tributários e insegurança jurídica nas obrigações acessórias.

A Receita Federal tem intensificado a fiscalização e autuado empresas que tentam reduzir sua carga tributária atribuindo códigos fiscais inadequados às mercadorias. Em alinhamento com a legislação vigente, podem ser aplicadas penalidades de até 75% sobre o valor do imposto devido em caso de classificação incorreta — além de juros, encargos e inscrição em dívida ativa quando o erro for constatado após o desembaraço.

Esses impactos tornam a classificação fiscal um ponto de atenção prioritário para qualquer empresa que deseja operar de forma segura e estratégica no comércio internacional.

Cuidados essenciais na classificação

Para evitar autuações e manter sua operação segura, é importante:

  1. Utilizar catálogos técnicos, manuais e imagens reais da mercadoria
  2. Consultar a TEC (Tabela de Incidência do Imposto de Importação) e notas explicativas
  3. Verificar o tratamento administrativo da mercadoria no SISCOMEX
  4. Consultar especialistas técnicos quando houver dúvida interpretativa
  5. Registrar um parecer técnico de classificação fiscal nos casos sensíveis
  6. Manter documentação completa e bem arquivada para eventual contestação

O SISCOMEX reforça que a responsabilidade pela correta classificação fiscal é sempre do importador — mesmo que haja envolvimento de despachantes ou transportadores.

Como a Evolve Trading pode ajudar

A Evolve atua com o suporte para análise técnica e tributária de mercadorias importadas, garantindo:

  • Identificação da NCM mais adequada e juridicamente defensável
  • Prevenção de retenções e autuações
  • Adequação ao tratamento administrativo exigido
  • Gestão completa da operação porta a porta com foco em conformidade

Perguntas frequentes sobre classificação fiscal na importação

1. Quem é responsável pela correta classificação fiscal da mercadoria?

A responsabilidade é sempre do importador, mesmo que a empresa conte com despachante aduaneiro ou operador logístico. A Receita Federal considera que o declarante da operação é quem responde pela NCM informada na DI ou DUIMP. Por isso, a decisão sobre o código fiscal deve ser fundamentada tecnicamente e documentada.


2. Posso utilizar a mesma NCM que meu fornecedor utiliza no país de origem?

Não necessariamente. A classificação no Brasil deve seguir a Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) e as Regras Gerais de Interpretação do Sistema Harmonizado. O código utilizado em outro país pode não corresponder exatamente à classificação aplicável no Brasil.


3. O que acontece se eu pagar tributo a maior por erro de classificação?

Quando a empresa paga imposto indevidamente por erro na NCM, pode solicitar restituição ou compensação, desde que comprove o equívoco e apresente documentação técnica adequada. No entanto, o processo pode ser demorado e burocrático, impactando o fluxo de caixa.


4. E se eu pagar tributo a menor?

Nesse caso, o risco é mais significativo. A Receita Federal pode autuar a empresa, exigir o pagamento do imposto devido, aplicar multa e juros. Em situações mais graves, pode haver questionamento sobre dolo ou tentativa de fraude.


5. Como saber se minha NCM está correta?

A análise deve considerar:

  • Descrição técnica detalhada do produto
  • Composição e função principal
  • Notas explicativas do Sistema Harmonizado
  • Pareceres técnicos e consultas à Receita Federal, quando necessário

Empresas que operam com produtos mais complexos ou de alto valor agregado devem considerar a elaboração de um parecer técnico formal de classificação.


6. A classificação fiscal influencia apenas os impostos?

Não. A NCM também determina:

  • Necessidade de licença de importação
  • Exigência de certificações técnicas ou sanitárias
  • Aplicação de medidas antidumping
  • Elegibilidade a regimes especiais
  • Tratamento administrativo no SISCOMEX

Ou seja, ela impacta tanto a carga tributária quanto a fluidez da operação.


7. Vale a pena revisar a classificação fiscal de produtos que já importo há anos?

Sim. Mudanças na legislação, atualização da TIPI, revisões da TEC ou alterações técnicas no produto podem modificar o enquadramento correto. Revisões periódicas ajudam a evitar riscos ocultos e podem revelar oportunidades legítimas de redução tributária.


8. Como a Evolve Trading pode ajudar nesse processo?

A Evolve realiza análise técnica da mercadoria, avalia impactos tributários, verifica tratamento administrativo e apoia na documentação necessária para garantir segurança jurídica na classificação fiscal. Além disso, integra essa análise ao planejamento logístico e tributário da operação como um todo.

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